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23/03/2012

Queria ser criança de novo


Queria ser criança de novo
Onde tudo era gostoso
Queria ser criança de novo
Onde tudo era um faz de conta
Com fantasias que imaginávamos
Queria ser criança de novo
Onde não tínhamos responsabilidades
E agíamos feitos bobos... inocentes ... crianças
Queria ser criança de novo
Pra ganhar muitos brinquedos
E ficar com os olhinhos brilhando
Com aquela boneca
ou brinquedo tanto desejado querido
Queria ser criança de novo
Para brincar de casinha sem nenhuma malicia
Brincar de faz de conta,
 de pular corda,
 de amarelinha
Queria ser criança de novo
pra sorrir e ser feliz
Pois naquele tempo você andava nas ruas feliz sem medo de assalto,
 sequestro ou coisa parecida... sem medo de ser feliz
Queria ser criança de novo
pra ir pros bailinhos, discotecas, cinemas e ficar  na flertadinha,
na paquerinha na olhadinha...
Queria ser criança de novo
Para assim ter comigo aqueles que já partiram
Matar a saudade de tudo e de todos
Queria ser criança para poder voltar mesmo no tempo
Repensar melhor nas atitudes
E nos caminhos que teria que trilhar ou ter trilhado
Queria ser criança de novo
pra poder abraçar aquele amigo que já não vejo a tempo
e perguntar se está tudo bem?
Queria ser criança de novo...
Dar um beijo no passado pra poder agarrar o agora o presente
Ah! Eu queria mesmo ser criança pra fazer tudo o que eu fiz de novo!!!
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22/03/2012

Um dia de Chuva

Em uma tarde chuvosa de raios cortando os céus e eu com medo sozinha

Meus pensamentos se perdiam

Olhava a chuva que caia encostada na porta de minha cozinha

Vinha você em meus pensamentos
E estes pensamentos a procura dos teus se perdiam 
Celular tocou de repente tirando-me daquele transe
Despertei
Caminhei a passos curtos ainda fora da realidade
Ao atender meu coração quis saltar de dentro de mim
Vibrando de alegria pulsando forte com a surpresa sentida

Não contendo as emoções que de meu ser invadiram 

Do outro lado da linha você
Não me contive quase chorei
Seria choro de alegria bem mais alta a felicidade falava 

E eu ali andando de um lado a outro ouvia sua voz macia calma e transparente... serena reluzindo que dizia
Que ligou para matar também a sua saudade

Confessou que medo também sentia
E eu a fazer-lhe companhia
naquela estrada onde a chuva castigando caia 
Disse sorrindo que arriscava não só a vida e de tomar algumas multinhas
Estava a mais de 140 km para desespero meu
correndo contra o tempo
Deu vontade de cantar
Por isto eu corro demais...
Sofro demais
Corro demais
Só pra te ver meu bem
Porem cantou esquece e vem
e eu fui em pensamentos ao encontro seu
A chuva ainda caia
Eu medo não mais sentia
Fora esquecido com o calor que daquela voz passava... trasmitia
Como era prazeroso ficar ao telefone conversando com quem se ama
Acalmou o meu ser
deslumbrou o meu viver
Desejei-te muito naquele momento

A chuva estava sendo um convite

A uma longa tarde de prazer
Amei-te pra valer em plena chuva de verão.

Marinha



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